Vivemos num mundo de mudança, impermanência e constante aprendizagem… Sabe-se hoje, que as crianças obesas são mais propensas à psoríase e por outro lado, que crianças com psoríase apresentam índices de colesterol mais elevados, sendo este um dos factores de risco das doenças cardiovasculares. É desta forma que o peso a psoríase e o colesterol estão relacionados.

Foi realizado um estudo em milhares de crianças de diferentes etnias, e verificaram que a probabilidade destas poderem vir a desenvolver um quadro de psoríase aumentava 40% em crianças obesas e 80% em crianças que apresentavam uma obesidade mórbida. Em ambos estes casos a psoríase apresentava-se mais severa e mais espalhada pelo corpo da criança do que em crianças com o peso adequado.

Noutra fase do estudo, os jovens a quem fora diagnosticada psoríase, apresentavam níveis de colesterol 4 a 16% mais elevados. Amy Porter, co-autora deste estudo e pediatra do instituto Kaiser Permanente na Califórnia, defende que a psoríase pode levar a criança a desenvolver doenças metabólicas como acontece nos adultos. E que estes estudos são extraordinariamente importantes para aprenderem como fazer os tratamentos primários nestas crianças.

Dadas estas conclusões nas relações que existem entre o peso, psoríase, colesterol e doenças cardiovasculares, uma publicação no “journal of Pediatrics”, defende que se deve rever a forma como estes problemas são tratados. O risco de doenças cardíacas em pessoas com psoríase, começa na infância, e por isso deveria ser combatido ao primeiro sinal de aumento de colesterol.

Existem diversos tratamentos, mas na verdade nenhum passível de se afirmar completamente eficaz. Na verdade, cada pessoa é uma pessoa e a forma de reagir aos possíveis tratamentos é una e pessoal. Desde o uso de cremes específicos, ao tratamento por acupuntura ou alimentação regrada com a eliminação de alguns alimentos do cardápio, tudo vale se fizer de si uma pessoa mais saudável, feliz e com uma melhor qualidade de vida.