prostatiteA prostatite crónica, é um problema relativamente comum em homens, e trata-se de uma inflamação da próstata,  que ao contrário da hiperplasia benigna da próstata (HBP) que não envolve dor, pode ser acompanhada por uma dor considerável.

A prostatite pode ser dividida em 4 grupos, prostatite bacteriana aguda; prostatite bacteriana crónica; prostatite não bacteriana e prostatodinia, que se refere à dor na próstata mas sem infeção ativa.

A prostatite bacteriana aguda resulta de uma infeção, normalmente provocada pela Escherichia Coli. Os seus sintomas são: febre, tremores, dor na zona dorsal inferior e entre o escroto e o anús, aumento da frequência da micção e esta com dificuldade e/ou dor.

A prostatite bacteriana crónica, pode estar associada ao não tratamento da prostatite aguda, mas também se pode desenvolver isoladamente. Os sintomas incluem micção frequente e dolorosa. São encontrados frequentemente nos dutos prostáticos, pedras ou cálculos produzidos nos componentes urinários, o que implica um refluxo de urina para dentro desta área. Os antibióticos falham, como tratamento à prostatite crónica. Não conseguem eliminar as bactérias que se encontram nestas pedras e como tal, há constante fonte presente para reinfeção.

Outro factor, encontrado frequentemente em quem padece de prostatite bacteriana crónica, é a carência de zinco nos fluidos prostáticos, que contêm um factor anti bacteriano potente que inclui o zinco. Homens com um baixo nível de zinco no seu fluido prostático, ficam muito mais vulneráveis e predispostos ao aparecimento à prostatite crónica.

A prostatite não bacteriana é a mais comum, e é caracterizada, por um elevado número de células inflamatórias na próstata. A inflamação  assemelha-se à encontrada na prostatite bacteriana crónica, mas não existe histórico de infeções nem prova positiva de culturas bacterianas. Os sintomas são os que se encontram nas infeções bacterianas, acompanhados de dor pós-ejaculatória e desconforto. Os tratamentos médicos convencionais, não oferecem resultados satisfatórios.  Alguns homens reportam frequência na micção, outros não. Outros relatam disfunção erétil, e dificuldades na ereção outros não.

Na prostatite crónica o sintoma principal é a dor ou desconforto na zona pélvica, sendo mais comum no  períneo, e  que dura há 3 ou mais meses.  Ela afeta  homens mais novos do que a hiperplasia benigna da próstata, a média de idade é de 43 anos. Os sintomas vão e vem com uma periodicidade variável. A função sexual, apesar de a maioria dos homens ser potente, é prejudicada, a libido diminui, o sémen fica descolorido. Existe dor depois da ejeculação e distingue a prostatite da hiperplasia benigna da próstata.

Prostatodinia, dor na próstata sem infeção, é mais comum em homens jovens e de meia idade. Apresenta dor e/ou desconforto na virilha, períneo, testículos e pénis, a qual é gerada pelos espasmos dos músculos na região prostática da uretra e colo da bexiga.